Capitulo 8 – Blue e Kaluya
Blue
Kaluya não estava mentindo quando disse que eu iria gostar da roda de Slam Poetry, eu já tinha visto alguns vídeos de poesia Slam, mas nunca tinha visto uma performance de perto. Era uma roda cultural diferente da que eu estava acostumada, mas mexeu com meu espírito tanto quanto. Eu amava a música, a dança, as cores, os padrões, ecos e palavras. A arte era um ponto de equilíbrio para mim, onde eu podia me encontrar, me expressar e me regozijar. E com a poesia Slam não foi diferente.
A parte poética era magnífica e o ritmo intenso e forte eram impactantes, a sutileza das palavras com a dura realidade que elas retratavam era hipnotizante. O peso da dor e a leveza com que isso podia ser envolto por palavras… me deixou emocionada em vários momentos.
Ele parecia mais concentrado em mim do que no evento e reparou em algumas lágrimas, mas não comentou nada. Suas mãos estavam sempre em contato com a minha pele, num nível de intimidade que eu não esperava acontecer em público, me deixando duplamente surpresa, pela sua ousadia e pela forma como achei seu toque natural e bem-vindo.
Na primeira hora, a todo momento parava alguém para o cumprimentar. Alguns pareciam ser da tropa, mas não dava para ter certeza, o que era visível era que a maioria falava do bar de Soweto, pelo jeito o público dessa roda e do bar eram o mesmo.
Quando as músicas soavam entre uma apresentação e outra eu sempre ficava chocada quando ele conseguia comentar as poesias como se estivesse realmente prestando atenção. Estávamos no meio de uma dessas conversas quando meu celular tocou.
– Só um momento. – Pedi para Kaluya antes de levar o celular ao ouvido.
– Oi amigo! Como você está? – Perguntei animada, André era um amigo do qual gostava muito. Estava sempre nos eventos da nossa comunidade, era um dos meus parceiros de festa. Kaluya continuou me observando sem me dar privacidade como no resto da noite, sem disfarçar e sem se importar se eu acharia invasivo ou não.
– Azulinha, cadê você? Sem batuque e sem atabaque, você ta doente? – Ele perguntou com um sorriso audível na voz.
– Há, seu bobo. Estou num encontro, conhecendo uma roda cultural nova. Mas não se acostuma não com o descanso que logo te dou uma outra canseira de tanto dançar. – Respondi entrando na brincadeira como sempre.
A verdade é que André era um grande galanteador, desses que flertavam até com a parede se ela desse bobeira, e eu amava zuar com ele. O olhar de Kaluya continuou impassível sobre mim e ele começou a me acariciar no pescoço me fazendo arrepiar, me distraindo da conversa por um momento.
– Blue? – André falou mais alto no telefone.
– Amigo, não to te ouvindo bem, depois conversamos mais! Curte a roda por nós dois! – Falei mais alto, apesar de estar ouvindo perfeitamente. Kaluya percebeu e ficou com um riso besta na cara. Esse homem me distraía da pior forma e eu me peguei pensando na sua mão sorrateira entre minhas pernas. Acho que era a milésima vez até então.
– Até mais amigo. – Concordei com que quer que ele tenha dito e desliguei. – Do que é que você tanto ri Kaluya?
– Você mente muito mal. – Ele disse rindo ainda mais, mas seus olhos me disseram que ele sabia no que eu estava pensando.
“É obvio que ele sabe, ele fez de propósito” eu senti isso durante o dia todo, com seu olhar me torturando e me esquentado, ele tinha me deixado a ponto de gozar só para ter certeza de que eu pensaria nele e em nossa noite. “Meu tipo preferido de desafio…”
– É porque não tenho o costume. – Respondi tardiamente. – E quando fico distraída é ainda pior.
– Você não parecia distraída com a poesia. – Ele agora tinha chegado mais perto, seu cheiro me envolvendo quando ele se posicionou novamente ao meu lado, outra poeta iria começar a recitar e sorri animada, “vamos jogar juntos pretinho.”
– A arte realmente é envolvente, mas quando a poeta termina só consigo sentir o quanto estou molhada, pele com pelo e tecido… aí fico distraída. – Disse como se fosse realmente um tópico tão causal quanto os outros que discutimos e o observei se endireitar e respirar fundo, mas não olhei, não era necessário.
A poeta começou a recitar e a mão de Kaluya veio para a minha cintura. Ele se posicionou atrás de mim e ficou ali. Mexendo com minha cabeça sem realmente fazer nada, só com um toque leve de seu polegar em minha pele.

O restaurante em que ele me levou para jantar era perto de seu apartamento, no bairro Jardim dos Nobres, uma das áreas mais ricas de Meret. Por um momento me questionei sobre sua escolha, era um espaço chique e sofisticado, não havia pessoas negras jantando ali e nós estávamos vestidos como dois pretos que gostavam de rodas culturais, sem a intenção de agradar nenhum padrão. Ou seja, desde o momento em que pisamos o primeiro pé dentro do estabelecimento os olhares de julgamento se voltaram para nós.
Eu odiava aquela sensação, de estar sendo analisada até o último fio de cabelo como um cavalo a venda ou como se estivesse invadindo um lugar, mas já tinha aprendido a lidar com isso, levantei meu queixo e me concentrei no que o maitre dizia.
– Senhor Kaluya, como sempre é uma honra recebê-lo! – Ele sorriu com entusiasmo ao nos receber, cumprimentando Thiago e em seguida a mim com um aceno de cabeça antes de dizer: – Senhora, me sigam por favor.
Kaluya, que parecia tão confortável quanto na roda cultural, o cumprimentou de volta com naturalidade.
– Enzo, boa noite, como vai?! – Seu tom era de quem estava acostumado com o maitre. – Como vão os estudos?
– Difíceis, mas logo já cumpro mais um semestre senhor. – Enzo respondeu com o mesmo entusiasmo de antes, mas não consegui continuar a prestar atenção à conversa deles, o restaurante era tão lindo quanto sofisticado, roubando minha atenção. Todo em tons de branco e creme, transbordava opulência em cada detalhe, os clientes estavam vestidos de forma elegante, os garçons ficavam parados a cerca de dois metros de cada mesa esperando os pedidos. O restaurante cheirava a rosas brancas, as mesas não eram rodeadas por cadeiras e sim por um grande banco em formato de U e divisórias de madeira do mesmo formato que quase ocupava a mesa como um todo, conferindo um tom de privacidade. Mas, o mais impressionante de tudo eram os lustres de cristais que pendiam em cima das mesas, envoltos em parte por cristais verdes, parecendo com ramos de visco.
Eu me sentei de um lado e Thiago se manteve próximo a mim, perto o suficiente para me tocar se quisesse. Era um restaurante francês e observei o cardápio com cuidado, nem tudo na cozinha francesa me agradava. Ele parecia tão confortável que era surpreendente, e tentei seguir seu ritmo, apesar de ver que alguns olhares tortos ainda encontravam nossa mesa.
– Então, por que a aromaterapia? – Ele perguntou com um sorriso travesso, mas seu olhar denunciava sua curiosidade. Sua barba por fazer parecia brilhar com toda aquela iluminação do lustre, tanto quanto seu brinco de diamante em uma das orelhas.
– Meu olfato sempre foi apurado, o que por muitas vezes pode ser um tormento, mas a real é que sempre confiei mais nesse sentido do que nos outros, justamente por quase nunca errar com ele. Quando descobri a aromaterapia, ainda quando adolescente, foi impossível não me envolver. Eu era a paciente nessa época e senti os efeitos dessa prática tão antiga e astuciosa, depois mesmo fazendo faculdade eu quis saber mais sobre esse mundo e acabei estudando-o a fundo. Depois disso as coisas foram acontecendo naturalmente. – Respondi com sinceridade, devolvendo seu olhar com a mesma intensidade.
Thiago moveu sua mão para a minha, brincando com meus dedos ao fazer a próxima pergunta.
– Então você escolheu a aromaterapia à uma profissão estável? – Seu tom não era surpreso, o que era no mínimo curioso. – Não te deu medo? Seus pais não tentaram te impedir?
Eu sorri diante do seu interrogatório, eram perguntas que todos faziam, o que Kaluya fez de diferente era sugerir que eu não terminei a graduação, coisa que todos assumiam.
– Isso sua colega não conseguiu descobrir também? – Perguntei jogando um verde, se ele já sabia tanto sobre mim a ponto de não ficar surpreso com minha declaração, com certeza sabia mais coisas ainda.
E com o maior descaramento da vida ele riu, uma risada gutural e gostosa de quem não tem vergonha de investigar a vida alheia. E eu mal consegui conter a vontade de rir junto. “por Isis, esse homem tem que ter algum defeito, será que ele tem um micropênis? Não, eu já senti ele através da roupa, até nisso a deusa pensou…”
Nossa conversa seguiu e percebi que como mais cedo ele não tinha pudor nenhum sobre sua curiosidade, perguntando sobre minha infância, adolescência, familia, tudo.
Quando a comida chegou, o cheiro maravilhoso estava me chamando, e precisei de um momento para assimilar a explosão de sabores na minha boca. – Caramba, isso aqui é divino.
– Que bom que gostou. – Ele respondeu com um tom mais rouco que me fez abrir os olhos que fechei sem perceber. Seu olhar acompanhava cada movimento de meu rosto com cuidado, e por um momento me senti constrangida.
– A sua mãe não te ensinou que é feio ficar encarando as pessoas enquanto elas comem? – Perguntei depois de alguns segundos.
Ele riu novamente e eu aproveitei a quebra de contato visual para procurar pelo meu reflexo na taça.
– Não tenho culpa se você é mais linda comendo do que meu coração pode aguentar, parece que vai gozar de tanto prazer e isso faz coisas com a cabeça de um homem. – Ele respondeu sem pudor nenhum bebendo da sua própria taça com tranquilidade.
– O olfato apurado ajuda com o paladar também… comer se torna um prazer natural. – Devolvi com tranquilidade, não tinha como levar tudo que esse homem falava a sério. – Por isso não consigo manter aquele corpinho da Nymphaea.
– Você é a mulher mais linda que já tive o prazer de pôr os olhos, seu corpo é perfeito. – Ele respondeu sério, e eu perdi o rumo dos meus pensamentos mais uma vez.
Respirei fundo me concentrando no seu cheiro, era o mesmo de antes, canela picante e deliciosa, eu poderia ser considerada louca, mas confiava nos meus instintos e sabia que a mentira fedia.
– O prazer é todo meu. – Respondi antes de voltar a comer, o fazendo rir. Comer era bom, ajudava a mente a não focar só no homem ao meu lado.
O restante do jantar foi mais tranquilo, seu olhar não saía dos meus e a forma como ele umedecia os lábios vez ou outra enquanto me assistia comer fez meu corpo voltar a ansiar pelo seu toque.
Terminei o meu prato antes dele e pedi para o garçom se aproximar, o informei que iríamos querer a sobremesa para viagem, fazendo o homem ao meu lado se engasgar um pouco com o vinho.
– Com pressa querida? – Ele perguntou com um sorriso safado.
– Só pensei que o dono do tabuleiro fosse apreciar um desafio… – Respondi imitando seu tom de falsa inocência. – Mas se realmente estiver precisando comer esse doce agora…
– Desafio? – Ele me interrompeu.
Eu lhe sorri novamente da forma mais inocente que pude, dessa vez pegando em sua mão e brincando com seus dedos como ele fez comigo.
– Sabe, você tem sido um bom menino, então pensei que poderíamos levar as sobremesas para servirem de recompensa pelo seu bom desempenho. – Respondi voltando a beber do vinho, disfarçando minha vontade de rir.
Fechei os olhos e degustei o sabor antes de engolir, a cada colherada da comida os sabores do vinho se destacaram mais e ele estava incrivelmente delicioso agora, e se me assistir comer era tão legal assim…
– Meu bom desempenho? – Ele perguntou com aquele tom rouco que eu estava gostando cada vez mais.
– Sim, a cada vez que eu me sentir… Satisfeita… você ganha o direito a uma mordida… – Respondi abrindo os olhos e encontrando os seus. – No doce… ou não.
Seu sorriso cresceu tanto que fez meu coração pular umas batidas, seu rosto sempre tão solar parecia iluminado agora e era impossível não sentir o impacto da sua beleza. Ele chamou o garçom, mas não tirou os olhos dos meus por nenhum segundo.
– Por favor, avise o chef que vamos precisar da torta inteira hoje. – Ele disse me brindando com mais um sorriso safado, puxando minhas mãos para os seus lábios. – Eu estou precisando aumentar minha glicemia.
Primeiro ele respirou fundo perto do meu pulso, depois seguiu distribuindo beijos pelos meus dedos com cuidado, os acariciando com os lábios. Não era a primeira vez que ele fazia isso e a minha reação foi a mesma, meu corpo se abalou com outra onda de eletricidade que foi direto para o meu ventre.
– Se você continuar me olhando assim, não vamos conseguir esperar chegar em casa para jogar o seu jogo pretinha, quem é que precisa ser a boa garota agora? – ele perguntou antes de se levantar e me dar a mão para que eu fizesse o mesmo.
Sua educação e cavalheirismo estavam sempre presentes, era um outro nível de galanteio que fazia eu me sentir especial a cada momento. “Esse é definitivamente um homem perigoso!”

O apartamento de Kaluya era o da cobertura e tinha uma vista incrível da cidade, seu cheiro de canela era tão forte que quase me desconcertou por um momento. Não tinha plantas de verdade ali, mas era bem diferente do que eu tinha imaginado. Enquanto eu esperava algo em tons de cinza e preto, e com móveis genericamente masculinos, o que encontrei foi uma cobertura ampla, confortável e pessoal. Uma pessoa fã de música RAP e da cultura Hip-Hop morava ali.
Eu me dirigi para a sacada quando seu cheiro ficou demais para eu aguentar e o ouvi dizer atrás de mim:
– Vou te dar um momento para apreciar a vista enquanto deixo a torta na geladeira.
A vista era realmente linda, com a Meret toda iluminada abaixo e o morro iluminado acima. A vida correndo sem parar, e dali até parecia mesmo que tudo era luz, igual e sem problemas.
– Gostou? – Ele perguntou me tirando dos meus devaneios.
– A vista é linda e seu apartamento é muito bonito. – Respondi me virando novamente para ele.
– Mas? – Ele perguntou desconfiado, e eu ri.
– Falta vida aqui. – Respondi rindo ainda mais. – É sério, tipo plantas de verdade!
– Claro, depois de ver sua casa eu já esperava por essa. – Ele respondeu me puxando para dentro e me deixando em pé no meio da sala.
Kaluya foi andando até sua estante de discos e escolheu um, o colocou na vitrola e a voz potente da Etta James começou a soar nos alto-falantes me fazendo sorrir. Ele se aproximou devagar, me observando descalça em seu tapete e me rodeou por completo, me envolvendo ainda mais com seu perfume, antes de colar seu corpo ao meu e começarmos a dançar. Seu cheiro parecia ainda mais picante e exalava desejo, me deixando com mais vontade ainda de sentir seu toque.
– Você aceita algo para beber? – Ele perguntou passando os lábios pelo meu pescoço.
– Não, já tenho o que quero bem aqui. – Respondi antes de lhe beijar.
Enquanto a música rolava, nossos passos eram curtos e lentos e nossos corpos se envolviam num abraço apertado, íntimo. Seus lábios voltaram a passear pelo meu pescoço e orelha, me fazendo arrepiar em seus braços. Eu queria mais dele, mais intimidade e mais da sua pele na minha. Sem pensar escorreguei minhas mãos para sua barriga, seus músculos saltando a vida, tremendo com o contato dos meus dedos. Suas mãos encontraram seu caminho até minha bunda e ele apertou ali com força, me fazendo perder o ar. Minha boca buscou a sua novamente e nossas línguas se encontraram com intensidade, fazendo minhas unhas se cravarem em sua pele.
Eu podia sentir seu membro duro contra minha barriga e minha calcinha havia a muito tempo perdido a batalha contra a umidade. Um grunhido baixo saiu de seus lábios quando deixei sua boca para me concentrar em seu pescoço e o chupei ali com força antes de dar uma mordida.
Nós não precisávamos de palavras, nossos olhares se encontraram e disseram tudo o que precisava ser dito. Esse desejo que estava nos atormentando desde o primeiro dia iria ser saciado nessa noite, sem fugas e sem medo.
Me afastei alguns passos e desabotoei minha jaqueta, a deixando no chão. Seu olhar parecia brilhar de expectativa e acompanhou cada movimento meu. Meus seios ficaram parcialmente à mostra sob a renda preta e seu olhar quase não acompanhou quando desabotoei a saia que escorregou por minhas pernas, eu dei um passo à frente ficando novamente mais perto dele antes de me pronunciar.
– Vou te dar um momento para apreciar a vista. – Repeti sua fala de momentos antes com um sorriso sapeca nos lábios.
– Me desculpa pretinha, eu tentei mais não consegui – Ele disse enquanto tirava a própria roupa e aquela vontade de o lamber voltou com tanta força que precisei levar meu dedo indicador aos lábios, prendendo-o entre os dentes. – Eu fui injusto com você em todos os meus sonhos. Eu jamais conseguiria imaginar algo tão perfeito assim.
“Que Isis me ajude…” pensei por um momento.
Em questão de segundos ele estava bem diante de mim, suas mãos em minhas pernas me puxaram para cima e me envolvi em sua cintura. Seus lábios demandaram mais dos meus e eu perdi o ar com seu beijo apaixonado. Eu o senti se mover e logo em seguida o frio da mesa nas minhas costas.
Kaluya se afastou me deixando ofegante e seu olhar desceu mais uma vez reparando cada detalhe do meu corpo. Minhas pernas ainda estavam envolvendo sua cintura, ele pegou uma delas e a colocou em seu ombro. Seus gestos eram tão carinhosos que me deixavam ainda mais atônita, suas mãos passeavam gostosas por minha pele. Ele deslizou o dedo pela cinta liga presa em minha coxa e respirou fundo me fazendo tremer em expectativa. Seu dedo percorreu todo o caminho até minha calcinha e a umidade que tinha ali, meu corpo mais uma vez respondeu a ele com um arrepio que me tomou por inteira. Eu queria me mover, o abraçar, beijar, morder… mas interrompê-lo parecia um crime.
Ele moveu minha calcinha para o lado e deslizou o dedo pela minha fenda, como tinha feito mais cedo, e um gemido escapou dos meus lábios. Ele estava divino com o corpo quase todo à mostra e o olhar parecendo hipnotizado enquanto exalava desejo. Seu cheiro de canela picante mais forte que nunca me dominava por inteira, gravando aquele momento para sempre na minha mente.
Seu dedo entrou em mim sem aviso e um gemido meio grito de prazer saiu de meus lábios. Ele o moveu por alguns segundos antes de gruir e tirá-lo de uma vez. Eu não tive tempo de sentir sua falta, sua mão ágil segurou minha calcinha com força e em um segundo ela era um pedaço de pano em suas mãos. Eu amava aquela calcinha, mas essa dor eu sentiria depois porque agora estava ocupada sentindo seus lábios se encontrarem com meu centro úmido.
Mais um gemido de prazer saiu dos meus lábios enquanto sentia Kaluya deslizar sua língua pela minha fenda. Ele deu uma lambida seguida de um chupão no meu botãozinho e eu perdi o ar, meu quadril se moveu por vontade própria se inclinando ainda mais para ele, que aproveitou o momento para enfiar dois dedos, me fazendo gritar. Sua língua macia parecia brincar com minha sensibilidade enquanto seus dedos se concentravam naquele ponto específico que depois de todo um dia de estímulo já estava mais que sensível.
Ele os moveu ainda mais rápido e seus lábios envolveram meu clitóris em mais uma chupada forte e, sem conseguir me controlar, eu gozei em sua boca com um gemido alto. Mas ele não parou, sem se importar com os espasmos que provocava em mim, continuou a mover seus dedos e me estimular enquanto subia seus beijos pela minha barriga até os meus seios. Com a mão livre ele moveu o tecido do lugar e meus seios saltaram para fora, os mamilos endurecidos lhe deram boas-vindas e ele os lambeu e chupou como fez com dedicação. Suas mãos apertaram meus seios com a força certa que enviou choques de prazer pro meu ventre, enquanto ele alternava entre apertar, morder, lamber e chupar os dois.
Minha respiração tinha começado a desacelerar, mas meu corpo ainda clamava pelo seu toque, eu o queria sentir por inteiro, o abraçar e sentir seu calor em toda minha pele.
Minhas mãos encontraram suas costas, mas logo ele se levantou, e passou a deslizar o dedo por minha fenda mais uma vez. Eu me levantei o acompanhando e me agarrei a seu pescoço, beijando seus lábios, os invadindo com minha língua, sentindo meu próprio gosto doce em sua boca. Quando minhas mãos deslizaram por sua barriga e cheguei ao cós de sua cueca ele agarrou minhas mãos, me segurando no lugar.
– Ainda não pretinha, eu preciso provar mais de você. – Ele murmurou em meus lábios e se abaixou, beijando e lambendo todo o caminho até meu ventre.
Com as mãos em minha cintura ele me puxou para ponta da mesa antes de voltar seus lábios mais uma vez para a minha bucetinha melada. Seus dedos deslizaram novamente por minha vulva, massageando toda a área e me fazendo ter mais espasmos enquanto dava lambidas por todo o caminho. Kaluya parecia totalmente concentrado no que fazia, soltando pequenos gemidos de aprovação enquanto se lambuzava com meu prazer.
Era demais para uma mulher aguentar, aquele homem lindo e gostoso me tocando daquele jeito me fazia perder os sentidos, era melhor do que todas as minhas fantasias e sem conseguir me segurar, me deitei novamente na mesa sem forças. Seus dedos desceram um pouco mais encontrando a entrada do meu anus, me fazendo gemer mesmo sem ar e me estimulando ali por alguns minutos antes de voltar a chupar meu botãozinho. Seus dedos voltaram a me penetrar e minha buceta se contraiu, o puxando para ainda mais fundo, até ele chegar aquele lugar especial. Ele voltou a chupar meu clitóris num ritmo constante, lento e torturante que estava me enlouquecendo, e em questão de minutos outro orgasmo começou a me abalar por inteira.
Ele se levantou lambendo os lábios e em seguida chupando os dedos. Seu olhar me devorava com uma intensidade que me fez arrepiar novamente.
– Seu eu soubesse que você era gostosa nesse nível não tinha esperado tanto tempo, tinha te chupado naquela mesma hora no jardim dos seus pais, com sua irmã ouvindo seus gritos. – Ele disse me puxando para mais um beijo.
Eu devolvi o beijo com ainda mais intensidade, parando para lamber seus lábios e sentindo meu sabor se misturar com o seu em sua boca enquanto colava nossos corpos um no outro. Seu pau parecia querer rasgar a boxer que ele usava e suas mãos estavam em mim novamente, me puxando para cima, de volta para me agarrar a sua cintura.
– Caralho pretinha, eu preciso te levar logo pra minha cama ou vou te comer aqui mesmo. – Ele disse me levando pelo corredor.
– Precisa? – perguntei manhosa me esfregando em seu comprimento, eu não queria esperar. Um gemido saiu de seus lábios e ele me empurrou contra a parede, seu corpo se chocando contra o meu e me pressionando onde eu mais queria.
– É o único lugar que tem preservativos. – Ele respondeu antes de tomar minha boca em mais um beijo e se esfregar contra mim novamente. Era difícil controlar a vontade quando tudo em nós ansiava por cada um desses toques, mas eu sabia que ele estava certo, nós precisávamos de proteção.
O segurei pelo queixo antes de me afastar, interrompendo o beijo. Nossas respirações pesadas se misturaram e nossos olhares se encontraram antes de eu falar:
– Então é melhor me levar logo pra esse quarto Kaluya, ou não vai dar tempo. – Respondi lambendo seus lábios e me esfregando novamente em seu pau.
Antes que eu pudesse respirar novamente senti seu corpo se mover e logo em seguida uma porta se abriu.