Capítulo 7 – Blue e Kaluya
Kaluya
Quem me atendeu no portão da casa de Blue foi sua irmã. Uma mulher mais nova, bonita, baixa e magra. Bom, na verdade ela não era tão magra e estava além de bonita, mas comparada a Blue, ela parecia reta e meio sem graça.
“Assim como as outras…” pensei resignado.
– Ah, você. – Ela disse com a voz rouca de sono e me deixou sozinho no portão, sumindo dentro da casa. – Você vai ficar aí fora?
“Blue deve ter lhe contado sobre nosso encontro” pensei. Ela não só parecia saber quem eu era como não estava surpresa de eu estar ali.
Entrei e me deparei com uma casa amarela de dois andares que parecia estar sendo engolida por uma floresta, a garagem com 3 carros era a coisa mais normal ali, pois, em todo lugar que se olhasse via-se verde. As paredes eram cobertas de folhas e flores, cada canto tinha um vaso com algum tipo de planta, nas laterais pés de banana decoravam o caminho dos corredores que davam para a parte dos fundos da casa. Pés de goiaba, manga, acerola e seriguela faziam sombra no quintal da frente. O meio da casa também era cortado por um corredor desses e me lembrei de ler nos arquivos de Blue que a mãe dela era botânica.
Até a sacada do segundo andar, que margeava toda a casa, era também cheia de plantas que se erguiam até o teto. Não me surpreendia mais que a terapeuta fosse tão diferente, nem a casa em que ela crescera era normal.
A irmã foi me guiando pelo corredor do meio, e me deixou num jardim ainda maior que tinha atrás da casa. Ela apontou para uma das mesas antes de dizer:
– Pode deixar isso aí. – E já foi se virando de volta.
– Você está convidada para o café da manhã também. – Disse, mas ela apenas fez o sinal da paz com a mão antes de entrar na casa.
Alguns minutos se passaram antes que eu ouvisse um “QUE?” agudo de Blue em uma das portas acima, me fazendo sorrir de felicidade.
Estava ansioso por sua reação, isso seria delicioso de se presenciar.
Logo em seguida ela apareceu na sacada, me dirigindo um olhar incrédulo. Em um segundo todo meu corpo reagiu a ela. Nossos olhares se encontraram e meu pau apertou dentro da calça, ficando completamente duro quando desviei meu olhar para o seu corpo.
Ela usava apenas um baby-doll de cetim vinho com renda preta, suas curvas mal cobertas, os seios pesados quase saltando pra fora do tecido, o V no meio das pernas perfeitamente desenhado e mesmo de frente sua bunda era visível, empinada e “gostosa para um caralho, puta que pariu, de hoje essa mulher não me escapa” pensei me controlando para não lamber os lábios.
Minha vontade era de subir aquela sacada naquele mesmo instante e enterrava meu pau nela até os dois desmaiar, depois acordaria só para chupar sua bucetinha carnuda até ela gozar e acordar só para eu poder a comer de novo e repetir o processo mais umas mil vezes.
Meu desejo por ela era absoluto e visceral. Seu corpo se contorceu levemente em resposta ao meu olhar e eu mal pude controlar minha própria respiração.
“Como acima assim abaixo” lembrei da sua fala.
– Você não estava aprendendo a esperar? – Ela perguntou irônica, mas sua voz ainda estava rouca de sono e tudo que eu conseguia pensar era em como ela ficaria quando acordasse na minha cama, com meu pau enterrado dentro dela.
“É vamos precisar de um dia a mais nessa aposta, um dia eu vou acordá-la com minha boca e outro com meu pau, é isso.” pensei enquanto me sentava.
Precisei de um tempo para me lembrar do que ela havia perguntado.
– É um processo difícil, confesso que estou tendo dificuldades doutora. – Respondi lhe dando meu sorriso mais cínico, com certeza conseguiria mais um dia nessa aposta.
Ela sorriu irritada antes de ir para dentro de novo e eu agradeci por já estar sentado, ou a visão daquela bunda teria me derrubado.
O tecido não dava conta de esconder tudo aquilo, graças a deus.
Enquanto ela demorava de propósito para se arrumar, eu tinha certeza que para me fazer esperar, levantei a fim de observar o jardim. Era magnifico e eu fiquei impressionado em como parecia ser um ecossistema funcionando em harmonia, a piscina parecia um lago natural. Na margem, flores azuis saltavam à superfície, posando abertas e liberando um perfume doce como o da mulher que eu esperava. Essas flores com certeza eram em sua homenagem, algo que logo depois ela mesmo confirmou.
Quando finalmente desceu, parecendo uma deusa de ébano em seu momento de descanso, ela me analisou com o olhar desejoso, de quem conseguiria me dobrar aos seus pés com um simples pedido… e eu não aguentava mais esperar o momento em que ela pediria.
Eu sabia que conseguiria realizar nossos desejos hoje mesmo. Apenas porque nenhum de nós parecia fisicamente capaz de aguentar essa tensão, crepitando ao nosso redor, pesando no ar, por muito mais tempo.

Blue
Acordei com alguém me balançando e o cheiro doce de lírios me disse o que minha mente demorou para raciocinar, Nymphaea me chamava.
– O que? O que foi? – Perguntei ainda grogue de sono. – Que horas são?
– Vai ser 6 horas ainda, mas chegou uma visita para você. – Ela disse com voz rouca de quem também tinha acabado de ser tirada da cama.
– Visita? – “Visita a essa hora? Será que alguma desgraça aconteceu?” despertei em estado de alerta. – Alguém se machucou?
– Sim. – Ela disse se jogando ao meu lado na cama e colocando a cabeça embaixo do travesseiro e eu comecei a levantar apressada. – É o seu boy. Tá lá no jardim.
– QUE? – perguntei praticamente gritando, acordando de uma vez, oscilando entre alívio por ninguém ter se machucado e o susto de Thiago estar ali – Ele está aqui?
– No jardim, e para de gritar, eu preciso dormir. – Ela murmurou e se cobriu inteira.
“Não pode ser!” pensei enquanto deixava o aroma de canela me guiar para a sacada.
Quando olhei para baixo me deparei com o sorriso de canto que me perturbou a noite toda. Ele estava vestindo roupas casuais e percebi que era a primeira vez que o via sem um terno. E sem surpresa alguma percebi que ele era igualmente imponente e lindo. Ele vestia uma bermuda branca e blusa preta do Conduta do Gueto, além de um boné na cabeça. Seus olhos desceram pelo meu corpo e eu senti como se os primeiros raios de sol finalmente me atingissem, me esquentando por inteiro.
Ele era malicia pura e eu pude ver em seus olhos um desejo cru e praticamente incontrolável, que fez todo meu corpo se excitar em resposta, na expectativa de uma promessa da qual eu não conseguiria fugir.
– Você não estava aprendendo a esperar? – Perguntei irônica. Seu olhar cheio de malicia ainda corria livremente pelo meu corpo sem o menor pudor e por um momento considerei que deveria ter me olhado no espelho antes de aparecer na sua frente, o calor se espalhando pelo meu ventre.
Ele se sentou em uma das cadeiras e me olhou com seu sorriso de inocente antes de dizer:
– É um processo difícil, confesso que estou tendo dificuldades doutora. – Ele respondeu com um riso besta na cara. Eu considerei minhas opções por um momento, mas novamente ele tinha me deixado sem escolha. Ele já estava lá me esperando, de alguma forma dentro da minha casa… “Como ele descobriu onde eu moro?”
E agora só me restava descer, fosse para pedir para ele ir embora ou para tomar o café com ele, tinha sido pega desprevenida novamente e agora teria que lidar com a situação.
Me virei e fui para o banheiro, “Ele não disse que aprenderia a esperar? Pois bem, que praticasse desde já” fiz toda minha higiene matinal, passei meu hidratante por todo o corpo e com toda a lentidão que consegui.
Me arrumei colocando um vestido soltinho e confortável, meus acessórios e deixando meus dreads soltos. Considerei demorar só mais um pouquinho, mas não consegui, estava ansiosa para saber o que ele tinha planejado para o fim de semana.
Desci e o encontrei em pé, andando de um lado para o outro, observando as flores. Nosso jardim é lindo, minha mãe é doutora em botânica e meu pai doutor em Kemet, a antiga civilização egípcia. Logo, nosso jardim era um verdadeiro oásis moderno, desenhado, projetado e cultivado como o jardim de um faraó. Nossa casa em si não era luxuosa, mas nosso jardim era o mais lindo que conhecíamos.
Era a maior parte da casa e nosso lugar favorito também. Ele ficava no fundo mas se estendia em corredores nas laterais e no meio da casa. Tinha uma grande piscina com fundo verde claro no centro, pedras e plantas aquáticas a margeavam, fazendo-a parecer um lago. Os lírios d’água azuis e brancos se destacavam entre os demais, os azuis de dia e os brancos à noite… Mas o jardim todo era colorido e encantador. Todas as paredes eram cobertas por trepadeiras e tínhamos mais de 10 tipos de árvores frutíferas também, algumas em vasos e outras no chão, projetando sombras por todo o espaço.
– Lindo né? – Comentei me sentando em uma das cadeiras. Ele se virou com um sorriso travesso nos lábios. De alguma forma, seu cheiro de canela picante combinava com o ambiente em harmonia.
– Você é mais. – Respondeu se sentando à minha frente na mesa. – As flores azuis são para você? – Ele perguntou apontando para as flores na piscina que agora já estavam quase completamente abertas em resposta ao sol.
“Observador demais para o meu bem” pensei mas apenas balancei a cabeça em resposta.
– Quais são as da sua irmã? – Ele parecia genuinamente curioso, me surpreendendo.
– Elas só abrem a noite. São brancas, as mais lindas e doces, como a própria Nymphaea.
Seu olhar voltou rapidamente para o meu.
– Isso não é possível. – Seu tom era profundo, me deixando desconcertada.
Mudei o assunto.
– Se você quiser viver não a acorde tão cedo de novo. – murmurei mas já estava concentrada no que ele tirava da caixa misteriosa.
Logo a mesa estava cheia de frutas, pães, frios, bolos e doces. Havia também uma garrafa de café e duas opções de suco natural. Meu estômago roncou, ele percebeu e riu.
– Você não comeu quando chegou em casa, não é?
– Não. – Respondi mordendo os lábios, escolhendo o que comeria primeiro.
Ele me ofereceu um café e eu dispensei, preferindo o suco. Comecei pelas frutas, mas logo já estava devorando o pão com peito de frango, presunto, muçarela e tudo mais que tinha direito. Ele parecia se divertir enquanto me olhava, tomando seu café em pequenos goles.
– Você não vai comer? – Perguntei intrigada.
– Me distraí por um momento. – Comentou pegando um pedaço de bolo de fubá com cobertura de goiabada. Ele comeu com calma, e quase me senti uma esfomeada sem modos, mas o quase não deixou, estava tudo gostoso demais para eu me importar em fazer cena.
Comemos em silêncio por um tempo. Seu olhar sempre me analisando com cuidado.
– O que você planejou para hoje? – Perguntei intrigada, aproveitando o momento para irritá-lo. – Me arrastar com você o final de semana inteiro contra minha vontade?
– Na verdade, pensei que poderíamos incluir o seu compromisso no nosso itinerário se você aceitasse, e depois curtir o restante do fim de semana. – Ele respondeu sem se importar com minha provocação.
“Meu compromisso… meu compromisso de hoje era me cuidar. Arrumar os dreads, fazer as unhas, depilar, cuidar da pele…”
– Meu compromisso é pessoal. – Respondi sem saber ao certo se o que fazer.
“Ele não ia querer ir comigo, não é?”
– Se for tão pessoal assim, podemos nos encontrar depois. Mas confesso que estou curioso para saber o que é.
Eu lhe devolvi o sorriso cínico, era minha chance.
– E eu estou curiosa para saber o que você quer fazer comigo.
– Uma informação pela outra? – ele perguntou sem nem pestanejar.
– Ok. Você primeiro. – Concordei.
– Por hoje quero te levar para conhecer uma roda cultural que eu gosto, mais tarde vamos a um restaurante, e por fim para minha cama.
Seu olhar e sua voz não vacilaram por nenhum segundo. E eu me peguei gostando da sua programação. Ponderei sobre perguntar sobre o dia de amanhã ou deixar isso para depois… ele era um jogador, analisava tudo constantemente e eu ainda não sabia quando era melhor insistir ou protelar com ele.
– Eu vou fazer a manutenção dos dreads, as sobrancelhas, unha… me cuidar. – Respondi por fim.
Um sorriso triunfante se abriu em seus lábios.
– Perfeito, preciso de uma limpeza de pele mesmo. – Ele respondeu se servindo de um suco.
Eu não respondi.
– Pessoal demais? – Ele perguntou com um sorriso cínico. A ansiedade e a excitação me dominando.
“Esse jogador tá achando que tenho medo dele né?!”
– Na verdade sim, principalmente se for acompanhada por um desconhecido. – Respondi com simplicidade.
Thiago fazia parecer que éramos íntimos, e era até fácil de querer e acreditar nisso, mas não éramos. E eu não iria deixar isso de lado tão fácil.
– Que bom que atividades cotidianas de autocuidado são as melhores para conhecer de verdade as pessoas e criar laços.
“Cretino, como pode ser tão mala? Isis por que comigo?”
“Essa pele é perfeita, não tem um defeito… Ele não precisa de nada!”
– Quando saímos? – Ele continuou com um sorrisinho irônico.
Eu suspirei resignada, tinha uma aposta a pagar e um dia para curtir. Eu queria esse homem, e ele me queria. Não deveria ser tão complicado assim.
Não precisava ser tão complicado assim. Não é?

Kaluya
O café da manhã transcorreu melhor do que eu esperava, e nem precisei dissuadi-la de seu compromisso, só a acompanharia e ainda teria o bônus de descobrir do que ela gostava. O problema era me concentrar em comer quando ela parecia transbordar em prazer a cada mordida.
A única coisa que eu pensava era em seu beijo e em como seria ver sua língua correndo daquele jeito pelo meu pau, seus pequenos gemidos de satisfação eram quase sussurros mas foram o suficiente para me deixar hipnotizado e ela nem parecia fazer de propósito, o que só me deixava ainda mais louco de vontade.
Era isso, eu estava louco por aquela mulher, seu cheiro era como um afrodisíaco e seu sorriso excluía qualquer outra coisa da minha mente.
Por isso, assim que ela se levantou para ir pegar suas coisas eu me levantei junto e a puxei para mim.
Não lhe dei tempo para pensar.
Meu corpo vibrou ao sentir sua pele, aquele choque que já era familiar percorreu meu corpo. Eu a beijei com toda a vontade que tinha, mantendo seu corpo colado ao meu, esfregando meu pau em sua barriga e sem que eu pudesse resistir minhas mãos desceram para sua bunda gostosa que apertei com força. Eu a senti enfraquecer sob o meu toque, um gemido arrastado saiu de seus lábios. Eu movi uma de minhas mãos para sua nuca e a outra para o meio de suas pernas.
Subi minha mão por sua coxa até encontrar sua calcinha, a renda estava molhada e grudada em sua pele, senti o momento que ela se arrepiou e uma onda de eletricidade nos percorrer. Ela buscou por ar e um milésimo de segundo foi tudo que lhe dei, não afastando meus lábios dos seus nem por um instante, ela não pensaria em nada agora, eu precisava saber seu gosto e não desistiria fácil. Movi sua calcinha para o lado e passei meu dedo pela sua abertura, ela estava tão excitada que não houve nem fricção. Meu dedo deslizou por sua fenda e pressionei levemente seu clitóris antes de ir para o seu centro. Enfiei um dedo e ele entrou com facilidade, comecei a movimentá-lo em busca de seu ponto G. Ela tremeu e gemeu ainda mais alto nos meus braços, então logo enfiei mais um e intensifiquei meus movimentos.
Sua boca devorava a minha e seu corpo arqueava sob minha mão. Ela envolveu uma de suas pernas em minha cintura fazendo meus dedos irem mais fundo e apertando mais ainda meu pau no processo. Eu estava tão duro que doía e pingava de tesão. Ela estava totalmente entregue para mim, rebolando em minha mão e respirando pesado, sua bucetinha apertava meus dedos com tanta força que eu nem sei se resistiria ao gozo se fosse meu pau ali naquele momento.
Só que eu não podia interromper meu plano agora… eu conquistaria essa mulher e se ela gozasse agora eu não sei o que seria de mim, não conseguiria parar.
Não, ela passaria o dia ansiando por isso, a cada olhar que trocássemos ela se lembraria desse momento, até não resistir mais e se entregar por completo para mim essa noite.
Tirei meus dedos de dentro dela e voltei a apertar seu grelinho, logo em seguida fazendo movimentos circulares. Quando sua respiração ficou ainda mais curta e intensa eu parei o beijo e retirei minha mão. Um som de protesto deixou seus lábios e ela abriu os olhos me encarando num misto de luxúria e confusão, era a beleza em forma humana. Ainda segurando sua nuca, trouxe meus dedos à boca e suguei seu néctar, saboreando o sabor sem tirar meus olhos dos seus.
– Mal posso esperar pra provar direto da fonte. – disse antes de beijá-la mais uma vez, compartilhando seu gosto em nossas bocas.
Um gemido sofrido saiu de seus lábios implorando por mais e eu quase cedi ao desejo de come-la ali mesmo. Ela me queria na mesma intensidade que eu a desejava. E agora que eu senti sua buceta encharcada de tanto tesão ela não conseguiria mais negar.
Seus olhos ainda anuviados me encaravam sem vergonha e eu achei que meu pau fosse rasgar o short. Um sorriso safado se abriu em seus lábios e ela deslizou suas mãos de meu peito para minha virilha. Apertando meu pau com força e arrancando um suspiro.
– Não seja por isso. Se comporte como um bom menino hoje que eu te recompenso com um chazinho depois. – Ela disse em meu ouvido antes de passar a língua pelo meu pescoço. – Agora, se você não se comportar… bem, aí sua boca não chega nem perto da minha bucetinha apertada.
Ela falou aquilo com tanta autoridade que nem parecia que tinha acabado de se derreter em meus braços segundos atrás. Parecia que quem estava rendido ali era eu.
“Puta que pariu, caralho, essa mulher vai me matar.”
– Tem um banheiro ali no canto esquerdo, tenta não demorar muito que eu tenho hora marcada e não posso me atrasar. – Ela disse segurando meu pau como se fosse sua propriedade antes de me dar as costas e sumir dentro da casa.
Eu fiquei sem reação por alguns instantes antes de seguir para o banheiro como ela sugeriu. Ou eu me aliviava ou nenhum de nós dois sairíamos dessa casa.

A trancista de Blue ficava no bairro Bama também e depois de ela fazer a manutenção dos seus dreads fomos para um salão no centro da cidade. Lá ela fez a unha, se depilou, cuidou da pele, sobrancelhas e ainda a presenteei com uma massagem relaxante.
Em alguns momentos ela parecia desconfortável com tantos olhares em cima da gente, principalmente das mulheres mais atiradas que lançavam cantadas em mim como se fosse brincadeira. Mas ela disfarçava bem, não parecia ser ciúmes ainda mas era algo e isso deixava meu ego amaciado. A forma que ela se contorcia na cadeira quando eu lhe lançava olhares maliciosos, apertando as pernas, com a respiração pesada… eu estava confiante que nossa noite seria perfeita, eu só não sabia o que teria que fazer para aguentar até lá.
Quando ela finalmente ficou pronta já era de tarde então a levei para almoçar. Eu aproveitei para descobrir mais sobre ela, coisas bobas e outras importantes que às vezes perguntava como se não fosse nada.
Quando perguntei se ela estava saindo com alguém no momento, seu olhar desconfiado me leu da cabeça aos pés.
– Porquê. – Ela disse sem rodeios. – Você está?
– Não é o meu costume, confesso. Mas o destino está trabalhando a meu favor, então não tem ninguém além de você disputando minha atenção minha deusa. – Disse com meu sorriso safado. – Sorte a delas não?
– Sei. – ela respondeu em tom de incredulidade antes de trocar de assunto.
Fiz algumas anotações mentais sobre o que ela disse. Sua cor favorita era o amarelo, seu estilo de música favorito era o pop e ela ainda se envergonhava um pouco disso, mas era incapaz de resistir ao samba, pagode, blues, jazz, reaggae, funk e tudo mais que fosse gostoso de dançar. Até rap ela curtia um pouco, por influência da irmã, e eu não pude deixar de sorrir ao ver que ela realmente entendeu algumas das minhas referências. Aproveitei para explicar que a roda cultural que iríamos era uma batalha de poesia slam e ela ficou mais animada do que eu esperava.
Em alguns momentos também consegui lhe roubar alguns beijos e a cada vez que nossos lábios se encontravam ficava mais difícil não ir mais a fundo. Nossa química era tão forte que eu não me surpreenderia se acabassemos transando no carro mesmo. Mas me lembrei de seu aviso de mais cedo e resolvi me comportar, eu precisava do pacote completo com essa mulher e ela não parecia do tipo que se entregaria sem culpa.
Voltamos para sua casa para ela se arrumar e pegar suas coisas para passar o domingo na minha casa. Enquanto isso, passei em casa e me arrumei.
Quando voltei para sua casa meu pau já estava semi-duro em expectativa. Esperei mais alguns momentos até ela ficar pronta. Ela apareceu no quintal com um conjuntinho amarelo claro que era apenas uma saia curta que se moldava a sua cintura, uma jaqueta curta que quase mostrava seus seios fartos e uma bota de salto preta. Sem blusa por baixo, sem meia calça e sem misericórdia com meu coração.
– Eu preciso muito saber o que é ser um bom menino para você, isso não é justo, caralho pretinha, se quer me matar fala logo. – Falei já a puxando para um beijo. Ela retribuiu na mesma intensidade e mordeu meu lábio inferior me fazendo gruir de tesão antes de dizer:
– Vamos?
– Pro seu quarto? – perguntei aproveitando sua proximidade para passar a mão por suas coxas. Ao subir pela saia senti uma sinta liga presa a sua perna e até perdi o rumo da respiração.
– Como um menino mal? – Ela perguntou com toda inocência fingida e descarada do mundo.
– Como um homem totalmente rendido a uma deusa, com certeza. – Respondi lhe roubando mais um beijo. – Mas se você quer esperar, a gente espera o tempo que quiser.
Seu sorriso vitorioso me brindou antes de ela me puxar em direção a saída.
– Perfeito, então vamos! Tenho uma batalha de slam para conhecer.