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Um conto Bilquis

Blue e Kaluya – capítulo 10

ColeçãoLeitura Íntima TemasInevitável - Romance IntensidadeQuente
18+

Ficção erótica para pessoas adultas. Leia no seu tempo, em um momento só seu.

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Capítulo 10 – Blue e Kaluya

Blue

Quando acordei, de imediato um sorriso se instalou no meu rosto. O cheiro de canela picante era inebriante e a letargia no meu corpo indicavam que a noite passada não tinha sido mais um dos meus sonhos. Eu podia sentir o corpo forte e cheiroso grudado ao meu, sua mão segurando minha bunda não parecia descansar e por um momento achei que ele também estivesse acordado. 

Desde que me trouxe de sua mesa de jantar era ali que sua mão tinha passado a maior parte do tempo, apertando, massageando ou só fazendo carinho na minha bunda. Abri os olhos e encontrei seu rosto sereno em um sono profundo. 

Ele era muito lindo como um todo, mas seu rosto tinha uma beleza em especial que me prendia, seus olhos eram levemente puxados nas laterais e contrastavam com os traços marcantes de suas maçãs do rosto e lábios carnudos. Eu queria lambê-los de novo como tinha feito várias vezes durante a noite passada, quando nos beijamos, quando no meio da noite minha boca procurou a sua… Respirei fundo e comecei a me levantar com cuidado. Meu corpo se animando com as lembranças e a ideia de tê-lo novamente, mas minha bexiga precisando de alívio. 

Quando voltei do banheiro ele ainda estava na mesma posição e aproveitei para me dirigir para a sua sacada enorme, pegando uma blusa sua no caminho. O sol já tinha se revelado por completo e aqueceu minha pele com calor e energia. Respirei fundo algumas vezes sentindo a brisa em meu rosto e comecei meus movimentos de alongamento. Diferente dos últimos dias, não foi difícil me sentir em equilíbrio comigo mesma nem com os elementos à minha volta. Meu corpo respondeu à pergunta que eu tinha me feito a duas noites atrás sobre a troca de energia com Kaluya ser boa para mim ou não.  

Estava ainda na posição de Selkhet, perdida em pensamentos, quando o senti se aproximar. Ele passou alguns minutos em silêncio me observando e eu continuei meu exercício com calma. 

– Você pode se juntar a mim se quiser. – Disse antes de me virar para encará-lo. A visão de seu corpo nu me distraindo por um momento. Ele era todo delicioso, sua pele de chocolate fazendo aquela coisa que só ele sabia fazer de se banhar e refletir a luz do sol como se fosse a sua própria. 

Ele não se preocupou em se cobrir ou se esconder, deixando seus músculos e seu membro totalmente à mostra, imponente e duro como se não tivéssemos transado até a exaustão na noite anterior. Seu sorriso sacana me trouxe de volta para terra quando percebi que ele estava amando minha atenção em seu corpo. 

– Você costuma fazer isso toda manhã? – Ele me perguntou se aproximando e me mantendo entre seus braços enquanto se apoiava na sacada. Seu nariz acariciando meu rosto e pescoço. Meu corpo todo se acendeu com a proximidade dele. 

– Sim. – Respondi colocando as mãos em seu pescoço e o afastando apenas o suficiente para o encarar. 

Seus olhos agora com aquele tom meio avermelhado de quem tinha um próprio sol dentro de si me encaravam com divertimento, seu aroma misturado ao meu me deixando com água na boca. Antes que ele pudesse falar qualquer outra coisa, cedi ao impulso e lambi seus lábios e o beijei, primeiro com intensidade e depois com calma até meus pulmões pedirem por ar.

Um gemido rouco deixou seus lábios e reverberou por todo meu corpo, ele acariciou minhas pernas, subindo lentamente sua blusa até revelar meu púbis que estava totalmente exposto sem calcinha. 

– Acho que preciso me mudar para o bairro do Bama. – Ele respondeu com a voz rouca antes de me puxar para mais um beijo apaixonado. Nossos gemidos ecoando juntos quando nossos corpos se encontraram mais uma vez. 

Com seu aperto firme ele me levou até um dos pufes que decoravam o local se sentando comigo em seu colo. Antes que ele pudesse me distrair ainda mais, desci meus beijos por seu pescoço e tronco até ficar de joelhos. 

 – Sabe Kaluya, acho que chegou minha hora de provar de você. – disse antes de deslizar as mãos por seu comprimento. O lambi da ponta base antes de o abocanhar todo e mais uma vez nós dois gememos em uníssono.  

Para o café da manhã Kaluya preparou um sanduíche com tudo que tinha na geladeira e depois comemos um pedaço de torta cada. Seus sorrisos e galanteios não me deixavam em paz em nenhum momento, ele simplesmente aproveitava cada oportunidade para se colocar sob minha pele com suas palavras doces e risos bobos. 

Sua versão mais descontraída era ainda mais difícil de resistir, o cara conseguia simplesmente ficar ainda mais bonito com um sorriso fácil no rosto, short de treino e um pano de prato nos ombros. 

– Você está tentando me conquistar pelo estômago por acaso Thiago Kaluya? – perguntei em um momento o pegando de surpresa. 

– Por quê? Se eu estiver, você vai achar ruim? – Ele perguntou com um sorriso de canto nos lábios, mas seu olhar era predatório, me estudando. 

– Eu perguntei primeiro. – Respondi com um sorriso por trás da minha xícara de café.

– Não sei se minhas habilidades na cozinha serão suficientes. – Ele disse depois de um tempo me encarando. – Mas eu com certeza vou fazer de tudo para garantir que você se sinta satisfeita. 

Ele completou com um sorriso sacana nos lábios, me lembrando do jogo que lhe propus na noite anterior. 

– Bom, você tem mais algumas horas até o final de semana acabar. Surpreenda-me – Respondi me inclinando e dando um selinho em seus lábios.

– Nós podemos adicionar uma cláusula de mais um dia nessa aposta, tem tanta coisa que quero fazer com você pretinha, que talvez você tenha que arranjar mais tempo na sua agenda pra mim.

Ele respondeu com aquele seu olhar que me estudava, intenso, daquele jeito que não me deixava saber o que ele estava pensando, e suas palavras me despertaram em alerta. Seu corpo estava tão perto que era impossível não me distrair. 

As palavras seguintes pularam da minha boca sem que eu conseguisse me conter.

– Se isso for acontecer de novo, vamos precisar estabelecer alguns limites. – Disse e seu olhar permaneceu impassível me analisando, sem me dar pistas de como minhas palavras o afetaram. 

– Que tipo de limites? – Ele perguntou finalmente quando não continuei. Suas mãos buscavam as minhas e seus dedos deslizavam de leve pelos meus. 

Respirei fundo antes de responder, mantendo meus próprios sentimentos guardados e tentando me concentrar na melhor forma de protegê-los. 

– Eu acho que como estamos apenas nos conhecendo ainda devemos ir com calma, tirar alguns dias para descansar e se a gente sentir a falta um do outro, combinamos algo. – Disse com calma, mas com o tom firme. 

– Acha é? – Ele perguntou de volta com um sorrisinho manso nos lábios e eu percebi que o dono do tabuleiro estava de volta. – E de quanto tempo você precisa? 

– Acho que posso voltar no próximo final de semana, ou começo da próxima. – Disse com cautela, ele me analisava intensamente, me deixando encabulada. 

– Então você acha que eu vou passar uma semana inteira sem ter você? – Antes mesmo de terminar sua fala ele começou a se levantar do meu lado. Com um movimento rápido as coisas que estavam em cima da mesa foram para o chão, o barulho repentino me assustou me fazendo pular. 

Kaluya se posicionou atrás de mim, sua mão segurando minha nuca e a outra apertando minha bunda com força. Lentamente ele me empurrou pra baixo, até meu rosto encostar no tampo da mesa, seu pau duro pressionando contra mim. A adrenalina corria pelas minhas veias fazendo meu corpo todo se aquecer. 

Eu senti seu tapa em minha bunda e no momento seguinte sua mão deslizou sob minha calcinha até o meu centro. Seus dedos ágeis encontraram meu clitóris me fazendo arfar. 

– Eu preciso aproveitar o tempo que tenho então. – ele disse com a voz rouca e sem olhar em seus olhos eu não tinha ideia se suas palavras poderiam estar escondendo algum jogo ou não.  

Antes que eu pudesse me concentrar mais nisso, seus movimentos me distraíram, ele puxou minha calcinha com tudo, rasgando mais uma e um tapa acertou o outro lado da minha bunda logo em seguida. Sua língua deslizou por toda minha fenda antes de se concentrar em entrar e sair, voltar e sugar meu clitóris repetidas vezes. 

Em poucos minutos eu explodi em sua boca, em menos tempo do que eu achei possível, em seguida seu membro duro me penetrou com força, me rasgando deliciosamente ao meio e me fazendo gritar de prazer. Novamente ele não parou enquanto eu não me desfiz ao seu redor e só então senti seu corpo estremecer em um gemido rouco. 

Essa foi uma foda rápida com o intuito de me distrair, eu sabia, mas enquanto seus braços me envolviam e ele me carregava até o banheiro de seu quarto, eu não me importei. Ele me deixou em pé no box e desapareceu novamente no quarto, quando voltou, estava com minha scrunchie nas mãos.